quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Fotos

Tempos de desespero pedem medidas desesperadas.


🐼 Oi magrelas 🐼

Não prometerei data para visitá-las, porque tantas vezes quebrei o trato que já tenho vergonha de dar as caras. O tempo tem sido meu inimigo, tenho me dedicado inteiramente ao trabalho mas não estou tendo bons resultados. Penso se trabalhar sob tanta pressão é para mim. Cheguei a conclusão que não é. Não mesmo.
 O problema é que desistir não é opção, então me encontro em meio a um dilema tão grande e tão complexo que já não envolve só a mim ou depende só de mim. Tem muita gente envolvida, tenho que ser responsável e forte. Ser forte não é fácil.
Todo esse estresse tem acarretado um monte de coisas ruins na minha vida, cabelo caindo, pele ridícula, unhas parecem que nunca existiram, sexo de merda - isso é culpa de estar gorda também - além de não ter um pingo de confiança e voltar a ser chamada de gordinha... Trágico. E “de quebra” perco meu dom para escrever.

Sempre reclamando não é? Nunca resolvo nada.

Mas como eu disse, medidas desesperadas...

Resolvi me expor, mostrar a triste realidade que me rege. O intuito do post é mostrar como eu estava e como eu estou agora, o que deveria ser um antes e depois feliz, é um completo desastre.

Isso é para eu aprender o que é ficar por tanto tempo sem a ana.


Espero que estejam de estômago vazio para que não vomitem.

Agora com 72kg








Como era com 58 kg (mais ou menos em maio de 2016)






Minhas metas estão dispostas da seguinte forma:

Estou com 72 kg

Aí ficam assim:

68 kg
64 kg
60 kg
58 kg
56 kg
54 kg
52 kg
50 kg

Ainda preciso estipular datas.

É, eu sei. Mas tomem como exemplo. Não ignorem a ana.

💋💋💋💋💋

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

🐷🐖🐷🐖🐷🐖🐷🐖🐷🐖🐷🐖🐷🐖🐷

🍃Quanto tempo?


Acho que nem sei mais escrever aqui. Estou só passando para avisar que estou com 75 kg novamente. Extremamente gorda e desanimada com minha aparência. Arranjei um emprego que está sugando minha vida e minha sanidade mental. Passei para história na faculdade estadual de onde moro. Mas nada funciona quando se é gorda, nada nada funciona. Porque sou gorda gorda gorda.
Não tenho mais nada para dizer além do que todos podem notar, estou imensamente gorda. Mas a ficha só caiu agora que irei entrar para sonhada universidade parecendo um leitão. Reclamar não emagrece, eu sei. Preciso fazer algo. Tenho tentado mas não tem dado certo, não estou entregue a ana. Depois da queda de cabelo fiquei cheia de receios, daí só engordei.

💔Estou bem triste por mim💔

Tentarei passar em todos os blogs até domingo.

Cuidem-se magrelas ❤


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sábado, 24 de dezembro de 2016

Alma morta em um corpo vivo

É noite de natal, é a merda toda novamente. Fazia tempo que não tinha uma data comemorativa tão especial que fosse tão ruim, porque nas últimas eu estava magra. Hoje é o aniversário de Jesus, e eu não consigo me sentir feliz por isso, porque sou egoísta e só olho pro meu próprio umbigo. Vou para ceia por livre e espontânea pressão.

Espero que seu natal seja melhor que o meu.


Um desejo de Natal: morrer.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

💔💔💔

Me sinto tão perdida.



Feia, uma vadia feia. Mas será possível que nunca vou aprender a gostar de mim?

Ando tão insuportável, implicante. Ciumenta.

Como posso ter algum vestígio de confiança quando me acho a pior mulher do mundo.

Se eu tivesse a oportunidade mudaria tudo em mim.

A textura, cor e tamanho dos cabelos.
A cor da pele.
O formato do corpo.
A altura.
O peso.
A postura.
A voz.
Os traços.
As proporções.

Tudo.

Eu odeio tudo, quero que meu corpo suma do universo e que minha alma vá junto.

Eu odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio odeio tudo em mim.

Porque sou gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda  gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda gorda.


Parece drama de adolescente. Mas eu perdi tudo! Minha infância toda fui gorda, minha adolescência toda fui gorda. Minha juventude foi perdida em meio a tanta lembrança ruim. Eu farei 20 anos 10kg mais gorda do que estava ao fazer 19.

Eu não acredito, não aceito, não posso aceitar!!!

Ser gorda é uma maldição. Eu odeio tanto!

Por Deus!!! Quando eu vou ter paz?

Minha alma já não aguenta estar sempre perturbada.
São tantas regras, tantos xingamentos, tantos juramentos. Tantas promessas não cumpridas. Frustrações, decepções... 

É como uma vela que quando acesa queima intensamente. Forte e viva. O vento pode vir, ela enfraquece mas resiste, se impõe. Porém tanto esforço para se manter gera desgaste. A vela diminui aos poucos. Sua luz se mantém, mas chega um ponto que ela se apaga.

Acho que minha luz apagou.




quarta-feira, 16 de novembro de 2016

“Eu falhei em comer, falhei em beber, falhei em não me cortar em pedaços. Falhei na amizade. Falhei na irmandade e na filhandade. Falhei em espelhos e em balanças e em telefonemas. Ainda bem que eu estou estável.” Winter Girls

Engolir.

:: Mastigar/engolir/mastigar/engolir/mastigar/engolir/mastigar/engolir/mastigar/engolir/mastigar/engolir/mastigar/engolir/mastigar::

Foi o que fiz estritamente por algum tempo sem pensar.

Sem respirar.
Sem sentir.
Sem querer.

Eu a vi.

Loura     ...      Magra     ...     Sinistra    ...     

Ela cheira a água do mar.

Não consigo mover-me.

Me pego ajoelha em frente ao poço de sujeira.

Minha alma quer sair.

Eu a provoco.

Despejo toda aquela sujeira. Era veneno pão com manteiga e queijo, era veneno macarrão com linguiça, era veneno achocolatado. Vomito até sentir o gosto ácido de Eu.

Mia me dá os parabéns. Sente-se satisfeita por estar mais presente em minha vida neste dia.

Eu nem acredito ter sido tão fácil, depois de um ano, é como se eu nunca tivesse parado. Foi prazeroso. Sinto-me revigorada. Pus todo o lixo para fora.

::Limpa/limpa/vazia/pura::

Eu precisava purificar-me.

Senti a água escaldante queimar minha pele pálida. A gordura poderia derreter e descer pelo ralo. Lavei o cabelo. Uma, duas, três vezes. Não importa. Tirei todos os pelos sujos. Fiquei lisa, macia, como uma flor recém desabrochada. Esfoliei a pele do rosto, eu poderia arracá-la desde que toda gordura se fosse de mim. Limpei as unhas, escovei os cabelos. A boca estava seca; dei-lhe água. A minha pele recém queimada ofereci creme hidratante, e disse a ela que aproveitasse aqueles nutrientes, porque ela os veria apenas vindo de fora por um bom tempo. Eu queria muito escovar os dentes, mas sabia que não podia, já estavam sensíveis demais.

Na cozinha novamente, porém vestida de outra pessoa. Água ferve. Cheira o chá. Verde. O sabor é horrível. Perfeito para mim. Ana chegou. O cheiro de gengibre e céu estrelado é inconfundível.

Por que me deixou chegar a isso? Precisei tanto de ti. Não me abandone, não mais, por favor!

Meu cérebro insiste em me fazer achar que ela realmente está aqui. Ouço vozes, sussurros... Vejo sombras sinistras. Tenho a impressão de estar sendo observada.

Questiono-me se realmente estou louca. Afinal, isso não é atitude de um ser humano normal.

Mas eu não sou normal. Nem especial.

Eu sou a sujeira que fica estagnada nos cantos da sala. Sou um uma pedra em meio aos grãos de areia, grande e pesada demais.

Eu não deveria estar lá.
Não deveria estar aqui.

Suspiros, me resumo a suspiros...
A lamentos de uma alma hostilizada por si própria.
A desejos nunca realizados. A frustrações e decepções.

Ontem a balança me acusou, disse que eu estava louca. Me perguntou por onde andou minha cabeça. Me fez pensar como pude chegar a isso.

Estou na zona de perigo. Em alerta. A beira do precipício. Se eu passar daqui, a queda é certa. Se eu chegar ao fundo do poço novamente, não sei se terei forças para levantar e escalar toda extensão da minha decadência.

Eu sinto tanta falta...

Meus ossos de porcelana brilhavam. Eu sentia tanta dor por qualquer pancada. Eu os tocava com orgulho. Tudo era frio. Não havia suor, sujeira, rejeição.
As pessoas gostavam de mim, me queriam por perto. Ou seria eu me amando?
As roupas caiam. Tudo era confortável. Eu levantava os braços livremente. Observava feliz minhas pernas enquanto caminhava, não eram realmente finas, mas não se tocavam. Meu pulso, eu sentia que poderia quebrá-lo a qualquer movimento mais brusco. Meus pés ficaram feios, ossudos, as veias saltadas. E o que dizer das minhas mãos? Pareciam ser de uma criança desnutrida. Eu estava tão linda. Notavam minha cintura, ela estava lá existindo. Eu era uma caveira mexicana. Maçãs saltadas, olheiras profundas. Meus fartos lábios destacados, implorando que alguém os notasse. Minha barriga se comportava, os ossos de meu quadril era uma deliciosa canção da vitória. Nua, em frente ao espelho me via tão longe da perfeição. Mas ali, a baixo da clavícula estava a gaiola de ossos saltando em meu colo, veias azul faziam contrate ao branco-gelo de minha pele.

Agora eu sou amarelo-banha. O rosto é como uma bolacha. Minhas mãos parecem estar envoltas de uma espessa luva de frio, as pernas se arranham brigando entre si. Os ossos do quadril, colo e costelas sumiram. Se foram de mim. Meus braços forneceriam banha para um Mec Donald's inteiro. Minha barriga chama tanta a atenção que já não me notam. 

Dói não ter algo, mas tê-lo e perdê-lo para sua fraqueza é humilhante.

Esta é minha realidade.
Me comprometo a mudá-la.

Custe o que custar.

No último gole de chá sinto o amargo de minha existência.


O fato descrito ocorreu ontem. Escrevi espontaneamente após miar, enquanto tomava chá. Chá este que era horrível para mim até este dia. Hoje, consumi um litro do mesmo - sendo 600ml de chá verde e 400ml de chá de hibisco+canela+gengibre. O dia foi de jejum não planejado, eu simplesmente não senti necessidade de comer então não o fiz. A balança me mostrou com deleite 1kg a menos do que tinha dois dias atrás. Tudo bem, pode ser apenas água, mas do que importa? Eu estou um quilo mais leve, um quilo mais perto da minha meta.
Não há mas nada o que falar. Eu ansiava por isso. A fome conforta, vocês podem me entender? Ela acalenta meu espírito torturado. É apenas desta maneira que encontro um pouco de paz.
As meninas que me apoiaram quando decidi parar de vomitar, perdoem-me, eu não pude controlar. Para mim, “miar” vai muito além do que apenas pôr comida para fora. Junto com a nojeira desce toda minha frustração, minhas dores. Todo o processo me machuca por dentro, me destabiliza. Entretanto se consigo privar-me de comida no pós vomito é como sentir meu corpo tomado por uma solução mágica de cura. Sinto casa célula se regenerar e crescer mais forte.

A sensação de vazio é complexamente interessante. É como ativar a função “máximo” dos seus nervos. Tudo é mais intenso.

Seus pensamentos se tornaram claros...
Você sente se vai vir chuva...
Qualquer dor se intensifica...
Qualquer desacordo é um bom motivo para brigar...
Qualquer briga é o fim do mundo...
Qualquer som é alto demais...
O que não te interessa é irritante suficiente...
Você é irritante o suficiente...
Você percebe seu corpo mais claramente...
Conhece suas dimensões.
Sente o sangue quente latejar em suas veias...
Sente o estômago se contrair involuntariamente...
Ouve seu coração bater de um jeito menos metódico...
Isto porque você está instável.
Isto porque você está vivendo.

Finalmente viva!!!

Tudo o que eu gostaria era de viver cada momento...

Vocês entendem que não estou louca? Realmente entendem?
Não posso contar a mais ninguém!
Estou sozinha.

Eu preciso ser magra.


Vocês me compreendem?

sábado, 29 de outubro de 2016

Sinto-me tão perdida...


Sinceramente não sei o que é passar um dia de minha vida sem sentir dor ou culpa, sem sentir ódio de ser quem eu sou.

O sabor é bom na boca, mas angustiante no estômago. Meu corpo rejeita tudo aquilo pelo que meu cérebro clama. O estômago aceita bem só o pouco que é lhe dado, sofreu num primeiro momento, mas acostumou-se a sensação de estar vazio.

No presente momento meu corpo é extremos.

O estômago é sinônimo do coração e antônimo do cérebro. Vazios e lotado, respectivamente.

Sinto-me atônita. O que fazer quando por amor a si mesmo, você precisa se machucar tanto?

Recuperar o controle é sentir seu corpo em declínio. Um longo e suave caminho ladeira a baixo. Não pense que alguém vai te salvar, porque não vai. Os poucos que se importam não devem saber, ana crava suas unhas em suas costelas, passa seus longos dedos entre elas, destrói tudo por onde passa, estômago, esôfago, coração... um caminho de tragédias. É lastimável e doloroso, até chegar em sua boca e arrancar sua língua. Desta forma você nem sente sabor, nem pode clamar por ajuda.

Eu sucumbi a ana mais uma vez. Como poderia reclamar se é algo que eu procurei?
Como poderia parar agora, se estar comendo normalmente me machuca tanto?

Pergunto-me por que é tudo tão bagunçado em mim. Por que em meio a tantas pessoas sinto-me tão sozinha. Por que quando estou com o estômago cheio é o momento que sinto o coração mais vazio. Fico questionando o que há de errado comigo, procuro culpados e acho n circunstâncias que me transformaram no que sou hoje. Toda essa necessidade de ser notada, de sentir-me limpa, de estar vazia para ser mais pura.

Sim, mais pura. Quando penso desta forma, consigo ver que este é um dos motivos pelos quais continuo sendo escrava da ana. Ela me proporciona, de certa forma, a tal purificação. Sentindo-me mais limpa sou mais segura, tenho a necessidade de estar vazia para ter um pouco mais de atitude. Não há banhos suficientes para tirarem de mim toda a sujeira que sinto estar impregnada em minha pele, não há escova dental que limpe tantas palavras feias de minha boca. Não há laxante que arranque de minhas entranhas o que comi por toda a vida. Gostaria de poder tomar desinfetante, e limpar minha alma de vez!
É por isso que gosto do cheiro de gengibre, canela e água do mar. O cheiro que ana trás quando passa por mim e abraça-me acalentando-me, acariciando meus cabelos, e dando-me esperança de um dia diminuir este martírio.

Não sei porque sinto que é uma grande mentira, e que como uma mãe que diz a um filho que não tema o mundo para encorajá-lo a seguir em frente, minha ana me ilude a achar que posso realmente ser bela algum dia para ter-me sempre nas mãos.

Será que eu realmente consigo?
Será que devo tentar?
Será que sobreviveria a isso?
Qual é o preço que devo pagar para conseguir o que quero?
É isto que eu realmente quero?

São tantas interrogações...



quarta-feira, 19 de outubro de 2016

★ Filosofia + Beleza = Consciência de si mesmo?

O que, em ti, é belo?


Estava eu, refletindo sobre os padrões estéticos estabelecidos em nossa sociedade, e lembrei-me do Mito de Procusto. Nele, existe um relato no qual os gregos, que tramitavam entre as cidades de Atenas e Mégara, se deparavam com um bando de salteadores liderados por Procustos. Este bando tinha uma característica cruel que os marcavam: obrigavam os viajantes a deitarem na “cama do castigo” feita por Procustos. Essa cama tinha uma medida exata. Se a pessoa fosse maior, teria suas pernas e pés mutilados e se fosse menor seria esticada, mas todos teriam que caber no tamanho exato da cama, mesmo que isso lhes custasse à vida. Assim fazemos nós atualmente, tentamos de tudo para caber nos tais padrões, também perdemos a vida em nossos esforços.
Vocês não se perguntam “para quê” ou o “por quê” disso? Tenho quase certeza que sim.


Mas quem raios deu o direito à mídia de ditar as regras? O que é a mídia? Não são as revistas, programas, novelas e blogs? E estes são constituídos pelo quê? Não seria por pessoas? Por que essas poucas pessoas são detentoras de tamanho poder?


São questionamentos que precisamos nos fazer. Por trás da tal da mídia tem gente, pessoas de carne e osso e cheias de defeitos como nós. Mas não, estamos nem aí, o importante é agradá-los. Porque se agradamos a sociedade somos consideradas bonitas, e se somos bonitas, somos felizes.


Mas o que é ser bonito? O que é o Belo? O que, em sentido literal, é beleza?

Primeiro o significado: beleza é uma característica de uma pessoa, animal, lugar, objeto ou ideia que oferece uma experiência perceptual de prazer ou satisfação. É a qualidade do que é belo. Etimologia: O substantivo grego clássico para "beleza" era κάλλος, kallos, e o adjetivo para "belo" era καλός, kalos. Obrigada querido Wikipédia.


Já pararam para refletir exatamente o quê às tornam inadequadas? São os quilos a mais, o nariz mais avantajado ou o culote pulando dos shorts? Tentei entender o que torna um objeto belo diferente de um não belo, então cheguei em três teorias muito interessantes.

São elas:


Objetivista: afirma que todo objeto belo tem - e todo objeto não belo não tem - certa propriedade "p" que o torna belo ou não. Essa propriedade "p" seria algo que é perceptível no objeto mas não é uma parte do objeto. É basicamente que o indivíduo tem “Q” a mais, algo especial, não sendo este algo tangível. Se essa teoria estivesse certa, então todo objeto que tivesse a propriedade "p" seria considerado como belo por qualquer pessoa normal. Daí a primeira objeção que desafia essa teoria: então de onde surgem os desacordos estéticos? Aqui ele propõem várias questões subjetivas (influências de aprendizado por exemplo) que caracterizam o indivíduo como apto ou inapto a percepção da beleza, ou seja, alguns indivíduos percebem o que é belo e outros não. Entretanto, queridas magrelas, há uma divergência pelo fato de as pessoas acharem coisas diferentes belas, ou melhor dizendo, tem gente que acha uma mulher bem magra bonita outros preferem uma mulher malhada (violão). Então, todos os indivíduos tem capacidade de apreciar o belo, porém de maneiras diferentes. O quebra a tal da propriedade “p” - que apesar disso tudo, faz um pouco de sentido para mim, quando proposto em um grupo isolado.


Subjetivista: afirma que não existe nenhuma propriedade "p" no objeto que o torna belo, mas sim algum elemento subjetivo "s" no sujeito que o torna propenso a reconhecer aquele objeto como belo. Ou seja, essa visão quer contrariar a amiguinha. Ela não põe aquele “Q” na coisa que será apreciada, mas sim no indivíduo que irá aprecia-la. Um exemplo bem simples é um filho, a mãe daquele indivíduo o acha a coisa mais linda do mundo, nem que a criatura tenha a boca no lugar dos olhos, mas ela o olha e pensa “que menino lindo” hahaha. Parte daí minhas amadas, as expressões como “mãe coruja” ou “o amor é cego”, porque há estima envolvido naquela visão. Mas Any, que tem a ver isso com ana e mia? Tudo ora essa. Euzinha aqui, essa teoria explicaria minha obsessão por magreza por conta de crescer sob forte influência da beleza de Anahi Giovanna Puente Portilla. Eu tinha afeto por ela, então projetei seu biotipo como imagem da perfeição. Assim como vocês podem ter feito com modelos, atrizes, parentes ou até amigas. Daí se diz que a experiência subjetiva define o que é belo. Porém - sempre tem um “porém” - como, neste caso, poderia existir acordo estético? Sim meus amores, justamente o contrário do questionamento da teoria anterior hehe, precisamos entender que esses filósofos não tão fodões, maioria das vezes a filosofia dos caras é contrariar o coleguinha. Continuando, como é possível que sujeitos diferentes, com experiências e características subjetivas diferentes, concordem entre si que certas coisas, as mesmas coisas, são belas? Tenta-se supor que é o fato de terem experiências ou características subjetivas muito parecidas. Mas essa resposta não é razoável, convenhamos. E nós precisamos nos encher de “certezas” nesta vida, - ou não?
Neste caso, continuemos nossa conversa, e vamos conhecer a terceira resposta para tentarmos entender o que distingue um objeto belo de um objeto não belo.


Intersubjetivista: propõe que entre o indivíduo apreciador e o objeto/indivíduo apreciado exista a mediação de uma cultura estética compartilhada (CEC) por certo número de indivíduos. Essa CEC consistiria numa série de padrões, critérios e valores, ou seja referenciais, com base nos quais o sujeito aprecia o objeto. Fala minha língua Any 😠, é que basicamente esses referenciais da CEC definem certas propriedades "p" que os objetos/indivíduos precisam ter para serem denominados como belos. Desta forma, existem propriedades "p" que tornam o objeto belo, mas não por natureza, e sim porque é conveniente que assim seja, isto é, de acordo com os referenciais da CEC. Não entenderam ainda né? Calma. Um exemplo bem simples, na sociedade contemporânea BRASILEIRA, em sua grande maioria - não em sua totalidade - é que mulher bonita tem estatura mediana, seios fartos, bunda grande e coxas grossas. Isto é apenas um exemplo, mas vocês podem notar que lá no EUA são mais valorizadas as altas de seios fartos de quadril menor e pernas longilíneas. O fator determinante é inserido social e culturalmente, e isso vale até para comportamentos, como a RIDÍCULA “tolerância” a cultura do estupro neste país. Numa mesma CEC, contudo, poderia haver grupos e subgrupos diversos, capazes de explicar também os desacordos estéticos entre indivíduos pertencentes à mesma CEC. De todo modo, para mim, esta é a que define o melhor entendimento para as divergências da concepção de beleza.


Urfa! Guerreiras vocês hein...
Faz tempo que venho querendo racionalizar meu critério de beleza meninas, me sentir menos fútil em minha busca pela perfeição. Eu tenho muitos assuntos para abordar com vocês, esta foi uma parte introdutória - imagina se não fosse hehe. Vamos tentar entender o que nós temos e o que nos trouxe aqui. Em minhas próximas postagens pretendo abordar temas como “pré-determinantes e agravantes dos Transtornos Alimentares” e “Transtorno Dismórfico Corporal”.

Por fim lhes digo, estou completamente desesperada para emagrecer, todavia, apesar de tudo, (hoje) me sinto um tanto focada. Torçam para que este estado de espírito dure.

Vou parar por aqui, porque né, vocês não são obrigadas. Se cuidem minhas magrelitas e lembrem-se:

Jamais deixem-se alienar. Questionem. Queiram saber o porquê das coisas. Há muito a aprender nesta vida. É necessário pensar. Furem o guarda-sol, e enxerguem através da fenda.


💋MILHARES DE BEIJOS💋