terça-feira, 10 de novembro de 2015

Perdoem-me...

O único calor que sinto é o das lágrimas caindo em meu rosto como cascata. Isto me lembra que ainda estou viva.
Lama correndo em minhas veias.
Sangue tornando-me impura.

Tudo errado.

Me encontro encurralada, em pânico. Sombras perseguindo-me, gritam por mim. Voz de trovão. Sustos. Lágrimas quentes, lama derramando em mim.

O gosto venenoso ainda na boca. Suja, amedrontada. Em pânico.
Já descobriram. A culpa chega, arde em chamas. 

Sinto-me decompondo aos poucos, jogada entre restos de mim mesma.

Suja, sangue impuro.

Nada posso fazer. Eu comi errei. Lama derramando. “Eu deveria ser rosa e limpa por dentro". Inconsequente, não medi atitudes, destruí, eu destruí tudo.

Tudo acabou.
Tudo perdido.

Estou enorme.

Presa na pior parte da bosque, no mundo de desespero sonhos. Céu cinza-chumbo. Cerejeiras com tronco de vidro, as folhas são flocos de neve. Árvores de frutos venenosos, 

se comer morre
se comer morre
se comer morre
se comer morre
se comer morre
se comer morre
se comer morre
se comer morre
se comer morre
se comer morre
se comer morre
se comer morre
se comer morre
se comer morre
se comer morre
se comer morre
se comer morre
se comer morre
se comer morre
se comer morre
se comer morre
se comer morre
se comer morre
se comer morre
se comer morre
se comer morre
se comer morre
se comer morre
se comer morre
se comer morre
se comer morre
se comer morre
se comer morre
se comer morre
se comer morre
se comer morre
se comer morre
se comer morre
se comer morre
se comer morre
se comer morre
se comer morre
se comer morre
se comer morre
se comer morre
se comer morre
se comer morre
se comer morre
se comer morre
se comer morre
se comer morre
se comer morre
se comer morre
se comer morre
se comer morre
se comer morre

Há avisos por todos os lados.
As sombras chegam mais perto. Lanças atravessando-me. Quebrando-me. Milhares de cacos pelo chão.

Ana me reconstrói, pedaço por pedaço. Cada um no lugar errado, ao avesso. Cada vez maior. Gigante!!! 

Haverão punições, mas doem menos do que encarar meu reflexo.
Uma troll das montanhas, desastrada, gulosa, desequilibrada.

Eu sou torta...
Estou tão enorme...
Lágrimas derretem o gelo.
Uma cratera se abre, o cristal racha.

Sinto-me drenada, incapaz. Alarmantemente calma. Com medo.

O silêncio do vazio é tão puro que ecoa no coração.

Estou tão só...

Não há saída!

Tenho tanto medo...



6 comentários:

  1. " Você escreve, e tuas palavras são como adagas que cortam o meu ar. Que retira, meus pés do chão. Me sinto, cortada em pedaços. O texto me lê, ou é você que hábita meus pensamentos? "

    Vamos Any, levanta, segura no meu braço, vamos conseguir! Somos fortes, um dia vamos chegar, e eu sei que a Any verdadeira não é fraca, ela é forte. Levante-se... !

    Beijos da Lua

    ResponderExcluir
  2. Seja forte meu bem, se precisar de ajuda estamos aqui. <3
    Você é forte gatinha :3

    ResponderExcluir
  3. Oi, Any! ♥
    Primeiramente: muito obrigada por sua preocupação e carinho comigo, eu prometo tomar cuidado para não cair na bulimia novamente.
    Hey, você é muito forte, é uma princesa guerreira! Eu já disse e repito: se eu conheço alguém que pode conseguir tudo o que quiser, esse alguém é você.
    Ergue a cabeça, você pode tudo.
    Um abraço bem carinhoso pra ti, e Any, amo você ♥

    ResponderExcluir
  4. Any, não pense assim! Olha as fotos do ultimo post, foi uma mudança enorme. Não fique frustrada com isso, é motivo de orgulho. Vá aos poucos. você já está linda e tenha paciência com seu próprio corpo.
    se cuida sempre! beijos

    ResponderExcluir
  5. Amiga, sei bem como se sente, tinha acabado com meu trauma de espelhos, mas agora mal consigo passar numa vitrine espelhada!, estou surtando... Força borboleta!

    Vamos conseguir!

    ResponderExcluir
  6. Bom você mais uma vez me definiu *-*

    ResponderExcluir