quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Estou t√£o repugnante
roliça roliça gorda
uma bola de gordura gigante
com tanta banha, mas tanta banha que deveria ser proibida de respirar
contaminando o ar
tudo que toco vira uma lama viscosa
algo parecido com esgoto
uma grande baleia
suada, grudenta
suja
cheia de bolhas de gordura enrijecidas sob a pele
n√£o h√° banho que me limpe
porque a sujeira vem de dentro
eu poderia tomar desinfetante ou √°gua sanit√°ria, soda c√°ustica talvez
aí seria rosa e limpa por dentro
rosa e limpa por dentro
eu preciso desintoxicar, retirar os excessos
sou uma rolha de poço
entupida de sangue morto que n√£o sai
n√£o sai n√£o sai n√£o sai
porque meu Deus
n√£o sai!
me sinto t√£o mal
uma dinossaura/hipopótama/leitoa
cheia de depress√Ķes
torta
imperfeita
vaca gorda
nada cabe
porque tenho que ser t√£o enorme?


s√°bado, 5 de dezembro de 2015

★ Hello magrelas ★




√Č, dezembro chegou. √ďh a anima√ß√£o!



Sumi n√© meninas, inclusive dos blogs de voc√™s, mas vou passar em todos eu prometo. Coisas ruins aconteceram, no dia 27 fui acometida por uma dor dente do tipo insuport√°vel, que nossa! Gosto nem de lembrar. Meu dente infeccionou e tive que tomar antibi√≥ticos e antiinflamat√≥rios. Conclus√£o: fiquei sem franol, fiquei sem exerc√≠cios e sem comer √© claro. Sem comer nos primeiros dias, depois tive s√©rias compuls√Ķes. No fim, eu vou ter que falar mesmo... engordei.
800 redondas gramas.
Tenho 62,1kg de banha neste corpo mole.

Desastroso!

Ainda assim minhas calças tamanho 40 (orca) estão caindo, meu short (40) também se encontra bem folgado. Isto é bom, são sinais de que já posso adquirir um 38 para comprimir minha generosa camada de tecido adiposo.

Magrelas, lembram daquela minha “amiga" que sempre me detona, ent√£o, outro dia est√°vamos eu, ela e um gur√≠ fazendo trabalho juntos (a umas duas semanas eu acho) e ele comentou algo como:

 — Vixe! D√° pra ver o casco da cabe√ßa da K* todinho! Cada rombo! Tu vai ficar careca.

A questão é que a pobre moça tem problemas no couro cabeludo, e morre de medo de ter calvície. Então pela primeira vez na minha vida vi ela abaixar a cabeça e sofrer um pouco do próprio veneno. Ela ficou inanimada, sem reação. Exatamente como fico.

Senti um leve prazer se espalhando como um momento de êxtase!



N√£o sou boa pessoa, nunca fui.
Me senti vingada hahahaha

Ontem (sexta, 04) aconteceu algo um tanto incomum. Recebi muitos olhares no colégio, cheguei a me sentir a vontade, acreditam?
Esta mesma amiga ao me ver disse que eu parecia sexy, estava mais bonita. Saiu perguntando a todos na sala “a Any n√£o est√° diferente? " ouvi alguns “sim, mais bonita" ouvi uns “sim, o que voc√™ fez?" e ouvi um “t√° mesmo, quando vi ela chegando fiquei pensando umas coisas" o.O hahaha sim isto partiu de um boy idiota que estuda comigo. At√© a diretora estava incr√©dula quando me viu.
Mas Any, o que você fez pra eles te notarem assim?
Juro pra vocês, eu apenas lavei as madeixas, passei um batom e um rímel, pus uma calça jeans e uma camiseta da escola de tamanho menor que a convencional. Calcei uma sapatilha e joguei um cardigan vermelho por cima.
Teve poder :D
Sinceramente acho que com o uniforme ninguém conseguia ter noção do meu corpo, até porque nunca troquei o tamanho, minha calça que era skinny virou pantalona!
De qualquer forma isso mexeu com meu ego, me fez ter vontade de ir adiante. Me fez lembrar de todo sofrimento que passei e de como valeu a pena. Me deu inspiração para pensar em como posso voltar bonita no próximo ano. Até porque minha amiga me disse em alto e bom tom: quero te ver mais magra ainda depois dessas férias.
Digo: mesmo que ela não quisesse veria. Preciso usar todo este tempo livre ao meu favor! Planejar planejar planejar! Tudo começa aí, com uma caneta e papel posso começar a concretização de meus sonhos.

Espero n√£o regredir mais, recuperar peso √© muito ruim. √Č pegar todo o seu esfor√ßo e jogar jogar no lixo. 


Farei listas, listas de compras e realiza√ß√Ķes. Talvez mostre a voc√™s algumas delas. Sou muito boba...
Mas se est√° escrito, parece mais forte.


Mudando de assunto, uma coisa que tem entretido bastante √© ler blogs feministas que abordam o tema gordofobia. Ao contr√°rio das demais leitoras que buscam se sentir compreendidas e representadas, eu os leio porque eles me d√£o um foco incr√≠vel! Todos os relatos de preconceito e textos sobre aceita√ß√£o me passam a id√©ia de “eu n√£o posso ser assim” tenho que ser magra para me livrar dessas hip√≥teses horr√≠veis! Ainda me indentifico muito com o que escrevem, isso √© um sinal de que ainda tenho muitos quilos a perder. O texto escolhido foi publicado no blog IMPRENSA FEMINISTA (por Juliana Rocha e Jana√≠na Marques) e o que estiver escrito em vermelho √© observa√ß√£o pessoal minha.

“12 COISAS QUE N√ďS MULHERES
EVITAMOS FAZER S√ď POR
SERMOS GORDAS."

Ser gorda √© muitas vezes viver segregada. √Č aprender as t√©cnicas da autochacota, antes que algu√©m tome a atitude de tirar sarro. Ou ent√£o, √© ignorar isso e se aceitar, tendo sempre uma resposta pronta para cada gordofobia sofrida. A aceita√ß√£o e o amor-pr√≥prio s√£o dif√≠ceis. √Č uma luta di√°ria, muitas vezes √© um passo para frente e dois para tr√°s, porque √© muita, muita viol√™ncia. Estranhos param a gorda na rua. Gritam. A fam√≠lia
quer saber por que ela ainda n√£o emagreceu, e sabe os quilos que ela ganhou melhor do que ela mesma. Cada encontro √© a renova√ß√£o do “voc√™ engordou” ou do “voc√™ emagreceu”. Mas veja, o emagrecimento nunca ser√° suficiente. Muita gente diz o quanto o rosto da gorda √© bonito, falando isso com uma pena imaginando como ela seria liiiiiiiiiiiiiinda… se fosse magra.

Al√©m de cuidarem da est√©tica da gorda, associam isso com uma poss√≠vel solid√£o: “Baranga, desse jeito vai ficar sozinha, n√£o vai arrumar marido”.
Como se casar fosse algo primordial e central na vida de algu√©m. Ningu√©m nunca pergunta pra gorda se ela est√° feliz, se casar √© seu objetivo. S√≥
querem mold√°-la com o objetivo de servir algu√©m. Mas isso me deixa p*ta, que merda! Por que todos acham que vivemos para casar? Homens est√£o a√≠ para nos completar, n√£o para n√≥s servi-los. √Č como dizer “n√£o emagrece porque homem gosta de ter onde pegar" e se eu n√£o quiser um homem? Avah!

[...]

→1. Ir √† praia ou ao clube:

Na praia, temos que mostrar tudo aquilo que mais nos aterroriza e que todos sabem que tem embaixo das nossas roupas. Ali√°s, roupas escolhidas para esconder nosso corpo estrategicamente. N√£o tem truque na praia. Os gurus da moda est√£o sempre dando dicas de como esconder barriga e alongar o corpo. N√£o tem como fazer isso com um biquini ou mai√ī. Por
isso meses antes do ver√£o come√ßam as mat√©rias em toda m√≠dia sobre emagrecimento. Como n√£o bastassem as gorduras sobrando, ainda temos que nos preocupar com celulite e estria. E o pior, todos os olhares de reprova√ß√£o. Tudo que falaram o ano inteiro vai estar ali exposto e exibido, e a gente deveria ter vergonha de se exibir. Por isso √© melhor deixar a praia para os magros ou para os homens. E aqui deixamos uma pergunta: ser√° que essa galera pensa que vamos tirar a roupa e de repente vai surgir uma Paris Hilton de biqu√≠ni? N√£o √© meio √≥bvio que tirando a roupa continuaremos gordas?


→2. Dar um fora ou rejeitar:

O carinha d√° aquela cantada horr√≠vel na rua. Voc√™ mostra o dedo e xinga? A gorda, meu bem, ter√° que agradecer o ass√©dio. Se xingar, ser√° agredida. V√£o gritar o quanto ela √© gorda, e usar um “baleia” ou coisas do tipo. Na balada se o cara chegar e a gente rejeitar, a mesma coisa. E ele ainda vai dizer que estava b√™bado. A gorda tem que aceitar qualquer coisa. Sem contar que, gorda √© moeda de aposta idiotas!. Quem vai pegar a gorda? O “guerreiro”.


→3. Usar roupa apertada ou da moda:

“Toma vergonha na cara, gordinha, esconde suas banhas. Ningu√©m √© obrigado a ver suas coxas gigantes nessa legging colorida e suas banhas
saltando nas roupas apertadas. Contente-se com as batas”. √Č isso que a gente ouve ao se vestir ou ao comprar roupa. Quando n√£o nos chamam de “provolone amarrado”.


→4. Entrar em toda loja do shopping:

Todo mundo passeia e entra nas lojas s√≥ para dar uma olhada, certo? A gente n√£o. Conhecemos os olhares de reprova√ß√£o da atendente e at√© mesmo j√° ouvimos o “n√£o tem roupa do seu tamanho” ou “s√≥ fazemos at√© numera√ß√£o tal”. Por isso muitas vezes s√≥ entramos em lojas especializadas ou de departamento onde pegamos a roupa que quisermos sem a reprova√ß√£o ou opini√£o da atendente. Por que atendente de loja acha que pode saber melhor do que a cliente qual √© a roupa que cabe ou que fica melhor no corpo dela?! E com uma de n√≥s j√° aconteceu o seguinte: ao entrar na loja a atendente perguntou o peso. N√£o sab√≠amos que existe roupa “por quilo”. √Č realmente uma situa√ß√£o bem constrangedora, pra mim pelo menos √© uma das piores partes de ser gorda.


→5. Ir ao m√©dico:

Quando a gente tem um problema, sei lá, no couro cabeludo, o médico vai dizer que precisamos emagrecer. Muitas vezes ele vai nos tratar com
um desprezo, um ar de “nojinho”. Outras vezes ele vai listar todas as doen√ßas que temos ou teremos por causa do sobrepeso. Ele vai dizer que ia passar um rem√©dio mas n√£o vai mais, porque estamos gordas. Ele vai nos encaminhar para um endocrinologista sem a gente pedir, ou passar emagrecedores e antidepressivos. E no final ele vai deixar bem claro que nada adianta se a gente n√£o emagrecer. O que a gente entende √© “s√≥ volte aqui ou em outro m√©dico quando voc√™ emagrecer.”


→6. Ir √† academia de gin√°stica:

A gente n√£o sabe mais se n√£o vai √† academia porque n√£o gosta ou se √© por medo de ser hostilizada. Academia n√£o √© um lugar para qualquer um fazer exerc√≠cios regularmente. √Č um lugar pra ficar magro ou forte (ou os dois) e sem celulite, onde todos j√° s√£o magros e fortes e sem celulite! N√≥s n√£o somos assim! Os pr√≥prios instrutores fazem chacota do corpo gordo durante a aula: “Vamos queimar essa banha!”, “D√° tchau pra ‘baranga’”, etc.  Eu meio que desisti da academia at√© segunda ordem, al√©m de tudo isso √© percept√≠vel como os instrutores te julgam e riem de voc√™ junto com as meninas bonitas da academia. E quando voc√™ n√£o tem resultados? Ele te trata como “tempo perdido".


→7. Comer na rua:

Por que todo mundo acha que pode meter o bedelho at√© no que a gente come? Todo mundo, at√© mesmo estranhos. Olhares de reprova√ß√£o quando comemos em publico rolam livres. E eles querem dizer “por isso que voc√™ √© gorda” ou “voc√™ deveria se envergonhar de comer porcaria”. Se voc√™ √© magro claro que ningu√©m se importa com a porcaria que voc√™ come. Pena que n√£o d√° pra ver gordura visceral na rua, caso contr√°rio
sair√≠amos condenando um monte de magro fitness saud√°vel que enche o “rabo” de gordura. Afinal, “estamos apenas preocupada com a sua sa√ļde”.


→8. Ir a um churrasco/festa na piscina:

Pelos mesmos motivos que n√£o vamos √† praia. Mai√ī e biqu√≠ni. Quando vamos ficamos vestidas pelo menos com uma sa√≠da de praia. A√≠ as pessoas questionam por que n√£o entramos na piscina. Mas essas pessoas sabem por qu√™. Elas est√£o apenas sendo s√°dicas.


→9. Transar de luz acesa:

Por motivos √≥bvios, queremos esconder o corpo. Nosso corpo n√£o √© desej√°vel. A gente realmente n√£o entende o porqu√™ daquele pau duro ali, s√≥ pode ser porque a luz est√° apagada. Como j√° disse Ana Paula Barbi (Polli), ningu√©m fica de pau duro de maneirice, de caridade. Se n√£o d√° tes√£o o pau n√£o sobe, simples assim kkkkkk. Sentir desejo por uma mulher gorda √© t√£o absurdo que os caras praticam o auto-engano de “eu fiz caridade”. Sim, ela tem raz√£o.


→10. Almo√ßo/confraterniza√ß√£o:

Se ficarmos um tempo sem ver a fam√≠lia, ou amigos e derrepente fazem algum encontro, relutamos a ir. Porque n√£o importa se a gente mudou de emprego, fez mestrado, se a outra teve filho, o outro se separou e mais n√£o sei quem mudou de pa√≠s. Vamos ter que explicar esses quilos a mais e o assunto e olhares de reprova√ß√£o v√£o ser para nosso corpo, mesmo que algu√©m tenha sido preso e esteja l√° na condicional!
N√£o sei o que √© pior, se √© minha fam√≠lia ou a do meu marido. 
 √Č a do meu marido com certeza!!!


→11. Sair sem se arrumar:

Todo mundo √†s vezes tem pregui√ßa de se arrumar para sair. A√≠ vai na padaria, no mercado, na faculdade ou apenas dar uma volta de qualquer jeito, com o cabelo desgrenhado, sem maquiagem, com qualquer roupa. Mas a gente j√° √© relaxada o suficiente por ser gorda, ent√£o n√£o tem esse direito, ok? Ent√£o se arrume, ponha maquiagem, uma boa roupinha e deixe de relaxo.


12. Sair confortavelmente:

Seja um pacote de caf√© tipo exporta√ß√£o (embalado √† v√°cuo). N√£o importa se est√° te machucando, se est√° quente, se est√° co√ßando, se est√° te faltando o ar: use a cinta el√°stica. A cinta el√°stica numa pessoa gorda n√£o vai deix√°-la magra, √© apenas um al√≠vio psicol√≥gico e visual para quem julga. “Pelo menos ela t√° se esfor√ßando para ser vaidosa”, “agora n√£o somos obrigados a ver aquela banha mole caindo pra fora da roupa, t√° tudo empa√ßocado dentro da cinta”. Ou a rea√ß√£o √© contr√°ria, n√©? Porque o importante √© hostilizar: “Do que adianta essa cinta el√°stica? Continua baranga!”.


Por fim, não adianta quantas dietas da sopa de repolho, da proteína, do ovo, da lua, da água, da luz você fizer adianta sim, a função das pessoas é de julgar: que você não emagreceu porque é incapaz, que
voc√™ saiu da dieta porque √© fraca, que voc√™ se odeia porque “n√£o se cuida”, que “quero ver um homem querer casar com isso”. Nada melhor que acompanhar sem perder nenhum cap√≠tulo a vida do gordo, n√©?

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Como √© dif√≠cil ser gordo! Sei bem porque sou uma obesa de IMC saud√°vel :\ 
Mas no fim de tudo levo tudo isso como uma fat inspiration, n√£o quero ser maior do que j√° sou, quero ser linda! 
Any quer dizer que toda gorda √© feia? Isso √© muito relativo, muito pessoal. Afinal a mo√ßada da aceita√ß√£o pode escrever rios de bons textos, as vezes at√© convincentes, mas nunca mudaram a opini√£o dos outros, nem podem tirar o direito de livre express√£o sobre o assunto. O fato √© que eu n√£o acredito nessa satisfa√ß√£o toda que elas tentam passar em alguns textos. Como podem se sentir plenas com tanta coisa... ruim? Claro que n√£o podemos ser escravas das opni√Ķes alheias, mas sempre causaram algum impacto em n√≥s. Em mim principalmente.

Espero não ter ofendido ninguém.


E para fechar com chave de ouro, a linda Sahara ♥





♥ Besos ♥


quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

gaiola





Estou presa. De m√£os atadas. Numa gaiola de espinhos.

Ana fez isso comigo.

Todas as noites peço perdão a Deus por ser uma garota má. Por deixar a vaidade me dominar a ponto de me destruir. Mas ao mesmo tempo peço que me dê forças para continuar. Que me permita viver por mais algum tempo.

Porque sinto que vou morrer daqui a pouco. Mas não será uma morte repentina, na verdade já começou. O processo está em andamento.

√Č como tecer os fios da corda que voc√™ vai se enfocar.

Prevejo muito sofrimento. Dor física intensa, sentir eu me perdendo de mim. A dormência que sinto em meus pulsos passará a correr pelo corpo inteiro. Tudo quente com intensos calafrios.

Mas essa não é nem de longe a pior parte...

Quando minha família descobrir a minha doença qual? irão se culpar, sofrer, querer voltar no tempo e fazer direito. Vão sentir que estou indo. Frustração da falha. Meus pais deviam ter tido outros filhos.

Meu marido cair√° em cacos, minha filha sentir√° um eterno vazio. Me ter√° presente apenas por fotos. Mas eles ter√£o um ao outro. O tempo cura a dor. Ele ter√° uma nova esposa, e minha princesa ganhar√° irm√£os.

Isso tudo me faz acreditar no determinismo.

Que era meu destino ter minha filha com 14 anos justamente porque eu n√£o chegaria aos 22.

Depois de pensar e repensar. Refletir. Ao inv√©s de procurar a cura, me encontro decidida a continuar. N√£o posso parar, n√£o antes de secar mais 10kg. Mesmo consciente da merda que estou fazendo, adotei a gaiola como um lar, ana virou minha refer√™ncia materna. 

Um amor doentio.

√Č a minha obsess√£o.